Livreto Celebrativo | Procissão do Encontro | Nossa Senhora das Dores

 

LIVRETO CELEBRATIVO
PROCISSÃO DE NOSSA SENHORA DAS DORES

30.03.2026

PROCISSÃO DO ENCONTRO

Uma celebração litúrgica de muita piedade, que o povo católico muito aprecia durante a Semana Santa, é a Procissão do Encontro. É um momento em que meditamos o doloroso encontro da Virgem Maria com Jesus; é um momento de profunda reflexão sobre as dores da Mãe de Jesus, desde o Seu nascimento até a Sua morte na Cruz. Jesus sofreu a Paixão; a Virgem sofreu a compaixão por nós.

As imagens do Senhor dos Passos e de Nossa Senhora das Dores saem de igrejas ou comunidades diferentes, percorrendo ruas em oração, frequentemente meditando os sete passos de Jesus e as sete dores de Maria.

PROCISSÃO DE NOSSA SENHORA DAS DORES

CANTO DE ENTRADA
(Ó vós, ó vós, vós que por aqui passais)

Reunido o povo, o celebrante dirige-se ao altar com os ministros, durante o canto de entrada.

R.: Ó vós, ó vós, vós que por aqui passais
Olhai, dizei, quem nesse mundo sofreu mais?
Ó vós, ó vós, vós que por aqui passais
Olhai, dizei, quem nesse mundo sofreu mais?

SAUDAÇÃO INICIAL

Terminado o canto de entrada, toda a assembleia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o celebrante diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Ass.: Amém.

O celebrante, voltado para o povo e abrindo os braços, saúda-o:
Pres.: A Paz do senhor esteja Sempre convosco 
Ass.:  O amor de Cristo nos uniu

O Celebrante ou outro ministro devidamente preparado poderá, em breves palavras, introduzir os fiéis na missa do dia.

ORAÇÃO INICIAL

Antes de iniciar a procissão, realiza-se a seguinte oração pelo celebrante:
Pres.: Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores, particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Alcançai-nos Senhora, de Vosso Divino Filho, pelos méritos de Vossas Dores e lágrimas, a seguinte graça... (pedir a graça)
Após responder no íntimo do coração, o povo responde:
Ass.: Amém.

Após a oração, coloca-se um canto apropriado enquanto se dirige a primeira dor.

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1ª DOR DE MARIA
 (MARIA ACOLHE A PROFECIA DE SIMEÃO)

Leitor: Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: “Eis que esse menino foi posto para a queda e para o soerguimento de muitos em Israel, e como um sinal de contradição. E a ti uma espada transpassará tua alma! Para que se revelem os pensamentos íntimos de muitos corações”.

Pres.: Compadecemo-nos de Vós, Senhora, pela dor que padecestes com a profecia de Simeão, quando vos disse que o Vosso coração seria o alvo da paixão de vossas dores, obrigando-vos em memória desta dor.

Pai-nosso e Ave-maria...

A VOZ DE SIMEÃO NO TEMPLO ESCUTAIS
CRUÉIS PROFECIAS, BENDITA SEJAIS!

BENDITA SEJAIS, SENHORA DAS DORES!
OUVI NOSSOS ROGOS, MÃE DOS PESCADORES!

Após a meditação, coloca-se um canto apropriado enquanto se dirige a próxima dor.

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2ª DOR DE MARIA
 (A SAGRADA FAMÍLIA SAI EM FUGA PARA O EGITO)

Leitor: Após sua partida, um anjo do Senhor apareceu a José em sonho e lhe disse: “Levante-se, toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito. Fique lá até que eu lhe diga, pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo”. Então ele se levantou, tomou o menino e sua mãe durante a noite, e partiu para o Egito, onde ficou até a morte de Herodes. E assim se cumpriu o que o Senhor tinha dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu filho”. Quando Herodes percebeu que havia sido enganado pelos magos, ficou furioso e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para baixo, em Belém e nas proximidades, de acordo com a informação que havia obtido dos magos. Então se cumpriu o que fora dito pelo profeta Jeremias: “Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande lamentação; é Raquel que chora por seus filhos e recusa ser consolada, porque já não existem”.

Pres.: Compadecemo-nos de Vós, Senhora, pela dor que sofrestes no desterro ao Egito, pobre e necessitada naquela longa viagem. Fazei, Senhora, que sejamos livres das perseguições de nossos inimigos.

Pai-nosso e Ave-maria...

O CÉU MANDA UM ANJO DIZER QUE FUJAIS
DA FÚRIA DE HERODES, BENDITA SEJAIS!

BENDITA SEJAIS, SENHORA DAS DORES!
OUVI NOSSOS ROGOS, MÃE DOS PESCADORES!

Após a meditação, coloca-se um canto apropriado enquanto se dirige a próxima dor.
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 DOR DE MARIA
(PERDA DO MENINO JESUS NO TEMPLO)

Leitor: Ao vê-lo, ficaram surpresos, e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos”. Ele respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?” Eles, porém, não compreenderam a palavra que ele lhes dissera. Desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, conservava todos esses fatos em seu coração.

Pres.: Compadecemo-nos de Vós, Senhora, pela dor que padecestes com a perda de vosso Filho em Jerusalém por três dias. Concedei-nos lágrimas de verdadeira dor para chorar nossas culpas, pelas vezes que perdemos nosso Deus.

Pai-nosso e Ave-maria...

VOLTANDO DO TEMPLO, JESUS NÃO ACHAIS
QUE SUSTO SOFRESTES, BENDITA SEJAIS!

BENDITA SEJAIS, SENHORA DAS DORES!
OUVI NOSSOS ROGOS, MÃE DOS PESCADORES!

Após a meditação, coloca-se um canto apropriado enquanto se dirige a próxima dor.

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4ª DOR DE MARIA
(MARIA SE ENCONTRA COM JESUS NO CAMINHO DO CALVÁRIO)

Leitor: “Ó vós todos, que passais pelo caminho: olhai e julgai se existe dor igual à dor que me atormenta, a mim que o Senhor feriu no dia de sua ardente cólera”.

Pres.: Compadecemo-nos de Vós, Senhora, pela dor que padecestes vendo vosso Filho com a cruz sobre os ombros, caminhando para o Calvário entre escárneos, baldões e quedas. Fazei, Senhora, que levemos com paciência a cruz da mortificação e dos trabalhos.

Pai-nosso e Ave-maria...

QUE DOR INDIZÍVEL, QUANDO O ENCONTRAI
COM A CRUZ ÀS COSTAS, BENDITA SEJAIS!

BENDITA SEJAIS, SENHORA DAS DORES!
OUVI NOSSOS ROGOS, MÃE DOS PESCADORES!

Após a meditação, coloca-se um canto apropriado enquanto se dirige a próxima dor.

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 DOR DE MARIA
(MARIA ESTÁ DE PÉ JUNTO A CRUZ DE SEU FILHO JESUS)

Leitor: Perto da cruz de Jesus, permaneciam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, então, vendo sua mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis o teu filho!”. Depois disse ao discípulo: “Eis tua mãe!”. E, a partir dessa hora, o discípulo a recebeu em sua casa.

Pres.: Compadecemo-nos de Vós, Senhora, pela dor que padecestes vendo morrer vosso Filho, pregado numa cruz entre dois ladrões. Fazei, Senhora, que, pela cruz de vosso Filho, sejamos livres de nossos vícios e paixões desordenadas.

Pai-nosso e Ave-maria...

A DOR QUE AINDA CRESCE QUANDO O CONTEMPLAIS, JESUS EXPIRANDO, BENDITA SEJAIS

BENDITA SEJAIS, SENHORA DAS DORES!
OUVI NOSSOS ROGOS, MÃE DOS PESCADORES!

Após a meditação, coloca-se um canto apropriado enquanto se dirige a próxima dor.

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6ª DOR DE MARIA
(MARIA RECEBE EM SEUS BRAÇOS O CORPO DE SEU FILHO)

Leitor: “À tardinha, um homem rico de Arimateia, chamado José, que era também discípulo de Jesus, foi procurar Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos cedeu-o. José tomou o corpo e envolveu-o num lençol branco.”

Pres.: Compadecemo-nos de Vós, Senhora, pela dor que padecestes ao receberdes em vossos braços aquele Santíssimo Corpo de Jesus, repleto de tantas chagas e feridas. Fazei, Senhora, que nosso coração viva ferido do amor divino e morto a todo amor profano.

Pai-nosso e Ave-maria...

NO VOSSO REGAÇO, SEU CORPO ABRIGAIS
COM ELE ABRAÇADA, BENDITA SEJAIS!

BENDITA SEJAIS, SENHORA DAS DORES!
OUVI NOSSOS ROGOS, MÃE DOS PESCADORES!

Após a meditação, coloca-se um canto apropriado enquanto se dirige a próxima dor.

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 DOR DE MARIA
(SEPULTURA DE JESUS)

Leitor: “Tomaram então o corpo de Jesus e o envolveram em faixas com os aromas, como os judeus costumam sepultar. Havia um jardim no lugar em que ele foi crucificado e, no jardim, um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Ali então, por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo, depositaram Jesus.”

Pres.: Compadecemo-nos de Vós, Senhora, pela dor que padecestes em vossa piedade, depois de sepultado vosso Filho. Fazei, Senhora, que fiquemos sepultados para tudo o que é terreno e vivamos só para Deus e para vós.

Pai-nosso e Ave-maria...

SEM FILHO E TAL FILHO ENTÃO SUPORTAIS
CRUEL SOLIDÃO, BENDITA SEJAIS

BENDITA SEJAIS, SENHORA DAS DORES!
OUVI NOSSOS ROGOS, MÃE DOS PESCADORES!

Após a meditação, coloca-se um outro canto apropriado enquanto se dirige local do encontro.

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MOMENTO DO ENCONTRO

​É recomendado sempre ter duas pessoas controlando a chegada das duas procissões, se uma estiver mais adiantada ou atrasada estas duas pessoas irão conduzindo para que o encontro entre a Mãe e o Filho sejam realizados ao mesmo tempo na porta principal do local do encontro 

Agora com as imagens já uma em frente a outra, o comentarista exorta:
Comentarista 1: Queridos irmãos e irmãs, esta meditação nos prepara para começarmos o santo Tríduo Pascal, que nos faz celebrar na graça de Deus o mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor. Olhemos para estas imagens, que nos recordam o Senhor Jesus e sua Mãe santíssima. Duas imagens, grandes lições, fortes emoções! 
Comentarista 2: Eis, irmãos caríssimos, a lição que o Senhor Jesus nos dá hoje: amor total e confiante ao Pai, amor generoso e concreto, real, por nós todos! Pela cruz de Jesus, amemos assim; pela Suas santas chagas, sigamos Seu exemplo; pela Sua dolorosíssima Paixão, paguemos amor com amor, doação com doação, compromisso com compromisso! A Mãe do Senhor é toda dor, toda tristeza! Mas, pensai, irmãos, pensai! Quanta força, nessa doce mulher, quanta dignidade, quanta fidelidade ao Senhor Deus! 
Pres.: Não é difícil, imaginar o quanto Nossa Senhora sofreu ao ver Seu Filho ser perseguido, odiado, jurado de morte pelos anciãos e doutores da lei que o invejavam. Quantas ciladas lhe armaram! Pela espada tão dolorosa que transpassa agora tua alma, roga por nós, Virgem Maria! Roga pelas mães que sofrem por seus filhos, roga pelos lares destroçados, roga pelos filhos que caem na droga e na imoralidade, roga pelos filhos sem lar, roga por todos nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. 
O povo responde:
Ass.: Amém

CÂNTICO DA VERÔNICA 
(Ó vós todos)

Antes do canto pode ser tocada a matraca. Após esse momento, inicia-se o cântico da Verônica:

— Ó VÓS TODOS QUE TRANSITAS PELO CAMINHO.
— Ó VÓS TODOS QUE TRANSITAS PELO CAMINHO! 

— OLHAI E VEDE
— OLHAI E VEDE
— SE HÁ DOR
— SE HÁ DOR

— OLHAI E VEDE
— OLHAI E VEDE
— SE HÁ DOR
— MAIOR QUE A MINHA DOR!
— SE HÁ DOR
— SE HÁ DOR
— SE HÁ DOR
— MAIOR QUE A MINHA DOR!

Se tocada no início, pode ser tocada a matraca novamente.

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RITOS FINAIS

Ao final, adentrando a Igreja, as imagens são colocadas no local preparado, e são incensadas

Enquanto isso, se executa música:

CANTO DE ENTRADA NA CATEDRAL
(Com amor eterno eu te amei)

COM AMOR ETERNO EU TE AMEI, DEI A MINHA VIDA POR AMOR
AGORA, VAI, TAMBÉM AMA O TEU IRMÃO
AGORA, VAI, TAMBÉM AMA O TEU IRMÃO

– JÁ NÃO SOMOS SERVOS, MAS OS TEUS AMIGOS
À TUA MESA NOS SENTAMOS PRA COMERMOS DESTE PÃO

– QUE NOSSA AMIZADE SE ESTENDA A TODOS
POIS O CRISTO NOS ENSINA QUE O AMOR É DOM TOTAL

– TERÁ RECOMPENSA ATÉ UM COPO D'ÁGUA
O AMOR QUE É VERDADEIRO SE TRADUZ EM GESTO E VIDA

– CRISTO, PARTILHANDO SUA GRAÇA E VIDA
QUER QUE, UNIDOS, A VIVAMOS SEMPRE ENTRE OS IRMÃOS

– SE PERMANECERMOS NO AMOR DE CRISTO
VIVEREMOS SUA MENSAGEM DE ESPERANÇA E ALEGRIA

– O PÃO DA ALEGRIA NOS ALIMENTOU
QUE ELE SEJA NOSSA FORÇA E NOS SUSTENTE A CAMINHADA

ORAÇÃO FINAL

Em seguida, junto ao altar ou à cadeira, o sacerdote, de pé, voltado para o povo, diz de mãos unidas:
Pres.: 
Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
℟.: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Em seguida, o celebrante profere a oração:
Ó Jesus, Filho Unigênito de Deus e da Virgem Imaculada, que pela salvação do mundo quisestes ser reprovado pelos judeus, traído por Judas, atado com cordas conduzido como um cordeiro, apresentado injustamente aos juízes Anás, Caifás, Pilatos e Herodes, acusado por falsas testemunhas, ferido com pancadas, saciado de opróbrios e injúrias, cuspido no rosto, açoitado barbaramente, coroado de espinhos, condenado a morte, despojado dos vestidos, pregado com toda a crueldade na Cruz, suspenso entre dois ladrões, vexado, com fel e vinagre, abandonado em tormentosa agonia e finalmente transpassado por uma lança: por estes tormentos, Senhor, dos quais nós, indignos filhos Vossos, agora com devoção, gratidão e amor nos lembramos, e pela Vossa santíssima morte na Cruz, livrai-nos das penas eternas do inferno, e dignai-Vos conduzir-nos ao paraíso, onde levastes convosco o bom ladrão. Tende piedade de nós, ó Jesus, que com o Pai e o Espírito Santo viveis e reinais por todos os séculos dos séculos.
℟.: Amém.
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BENÇÃO FINAL

Caso não haja outra programação após a finalização da procissão, pode se seguir com uma benção final.

Antes da benção o celebrante pode fazer uma pequena exortação.

Em seguida, faz-se a despedida. O sacerdote, voltado para o povo, abre os braços e diz:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.
Pres.: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho  e Espírito Santo.
℟.: Amém.

Depois, o diácono ou o próprio celebrante diz ao povo, unindo as mãos:
℣.: Louvado e amado seja o nosso senhor Jesus Cristo 
℟.: Graças a Deus!

Então o sacerdote com os ministros realizam a devida reverência, retira-se. Deve-se manter o silêncio no interior da igreja.